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Conte a sua parte da história

6 - Outros começos

 

Andava por entre arbustos, desses que crescem vertiginosamente em meio à floresta. Os galhos dos arbustos trançavam por suas pernas, quase o impedindo de andar, e ele precisava correr com algo que segurava firmemente nos braços. Inesperadamente, não estava mais lá; encontrava-se em seu quarto, metricamente confinado no porão da casa, e se viu carregando uma criança, que o fitava, assustado em sua pequenez.

Bruno despertou de um pulo, impressionado com o sonho, no mínimo perturbador, que tivera. Fosse Vera, sua professora de artes e incorrigível apaixonada por Jung, analisar o sonho, faria questão de frisar o quão relutante ele está em deixar sua criação nas mãos de um reles surrupiador de fantasias. Seu inconsciente o alertara de que já era hora de começar a assumir riscos.

Nesse momento, Álvaro de Campos em ‘Pessoa’ foi quem o tomou pela mão e o ajudou a levantar-se; e murmurou, ao pé do seu ouvido, palavras decisivas: “Tenho febre e escrevo”. Sim, pensou ele, preciso lutar, não devo temer ou subjugar minhas idéias, pois estas ninguém pode me tirar.

A próxima etapa seria divulgar o blog. Como era de se esperar, Rogério, que não sabia muito de poetas nem de heterônimos, foi quem tinha na ponta da língua, melhor, na ponta dos dedos, as saídas mais acertadas para chegar ao sucesso: Technorati, BlogBlogs, Digg, Reddit, e comunidades específicas do Orkut, como “Eu amo meu blog” e “Eu tenho um blog”.

“É imprescindível usar os tags”, proclamou, lembrando ainda a importância em ancorar palavras-chave na página, como uma espécie de trilha para os internautas chegarem ao diário.

- Começaremos a divulgar o blog dessa forma. Depois, a partir dos comentários, é que abriremos a discussão.

Rogério sabia do que estava falando. Não bastava publicar na internet e esperar que todos lessem. Ele sabia que, para cativar o público, precisava antes mostrar à World Wide Web que o blog existia, e era imprescindível o uso dessas ferramentas para que o marketing viral se estabelecesse.

- Está vendo aqui este canal, é o RSS. As pessoas podem assinar e receber as atualizações do blog por meio dele. Vou incluir nas ferramentas, também.

* * *

Não demorou muito para que os três blogueiros começassem a colher os frutos da nova empreitada. A prosa do professor havia conquistado poucos adeptos, na verdade mais críticos do que adeptos.

- Não entendi nada, dizia um.

- Aqui ‘esteve’ eu, caçoou outro, com desdém.

Houve quem gostasse, havia lá uns textos do próprio Bruno, em outro Rogério explicava um pouco do que pretendiam fazer.

– Os blogs têm dessas coisas, lamentou Rogério, há pessoas que querem conquistar leitores, também, ou simplesmente não têm a menor consideração pelo que está escrito.

Tinham recebido vinte comentários. Rogério achou que estava ótimo, para um começo, ainda mais carregando aquele enorme contrapeso do maçudo post do professor Joaquim. Bruno então decidiu escrever o próximo post do blog. Principiou e não parou, como se estivesse em estado febril, aquele anunciado por Álvaro (o mas incisivo dos heterônimos de Fernando Pessoa) até digitar o ponto final. Usou a velha Olivetti, que julgava aposentada, reacendeu a cumplicidade que sempre mantivera com ela, e as palavras foram fluindo no embaralhar de seus dedos. Inspirado pelo professor Joaquim, havia, afinal, tomado sua iniciativa. Dizia assim o começo:

“Caros amigos do mistério, retomo em minhas mãos os argumentos que um dia foram meus. Que reinem em mim precisas as palavras as quais dignifico com minha adoração”.

* * *

Com o blog e as possíveis interações que foram surgindo, os três amigos avançaram rapidamente na aprendizagem. Bolavam as melhores formas de atrair a atenção dos leitores e colaboradores, e com isso ampliavam a qualidade de seus textos. Escrever, revisar, reescrever, compartilhar… crescia, e muito, o potencial de escritor de Bruno, sem que ele próprio se desse conta.

Logo na primeira semana Bruno redigiu muitos textos e, no trabalho em equipe, pôde sentir o prazer de criar, de fazer uso da palavra, de dar sentido às idéias e colocá-las de forma clara ao seu público. Sozinho e mesmo sem um computador próprio – usava à noite a Olivetti, depois digitava no computador de Rogério, no do irmão da Lucila, chegou a gastar um dinheirinho na lan house do shopping. E assim sua escrita foi vagarosamente tomando corpo. O ladrão levara o embrião do seu livro – pois ele criaria outro, agora com base nas ricas experiências que estavam vivendo, vivendo mesmo, na vida real, não cochichadas num sono inseguro dentro de um ônibus trepidante, sem certidão de nascimento, sem que nada certificasse sua legitimidade.

Agora não. Um outro livro nascia. Demoraria um bom tempo, com certeza. Mas com o blog, as coisas eram diferentes. Tudo às claras, à luz do sol, compartilhado com quantos se interessassem; e rápido, com retorno imediato dos leitores sobre a clareza do texto, sobre as possibilidades de compreensão por parte do leitor. Eram uma experiência nova e um novo modo de sentir-se como escritor. Interessante, percebeu ele, tanto faz um grande livro com muitas páginas e uma história complexa, como um recado rápido e conciso. As duas situações requerem que a mensagem seja entendida, e que haja uma interação autor/leitor prazerosa e instigante.
Assim, escreveu para que Lucila colocasse no blog:

“Há mistérios que não desvendaremos jamais, penso eu. E você, o que pensa? No entanto, quando um mistério nos parece passível de ser solucionado, sente-se um frêmito de prazer em andar em busca de pistas e caminhos que nos levem à verdade. Vivo uma situação assim… há um mistério me envolve e ouso dizer: com algumas mentes debruçadas sobre o problema, a solução surgirá! Aguardem! Participem! Vocês são parte dessa aventura, o mistério a ser desvendado!”.

– Amor, achei a idéia muito legal! – quase gritou a Lucila, lendo por cima do ombro dele.

– Sério? – perguntou Bruno, que, apesar de toda a animação, ainda era um escritor à antiga, de gabinete, fechado em si mesmo, sem compartilhar seus textos com ninguém antes que estivessem reescritos, e reescritos, e reescritos, como recomendava o professor Joaquim. E revisados, claro. Não estava acostumado a que lessem suas palavras por cima do ombro, como a Lucila estava fazendo. Mesmo que fosse ela.

– Claro. Escuta só. Publicando seus textos na internet, principalmente aquele que você acha que quiseram levar quando roubaram o computador…

– Sei.

– Se você puder escrevê-lo outra vez, podemos matar dois coelhos com uma cacetada só, Bruno!

– Não entendi.

– Se as pessoas vão poder ler o que você escreve e dizer o que acharam, colocando (postando, ela queria dizer, mas ainda não dominava com segurança o linguajar da internet) comentários, se você tiver mesmo certo quando diz que a pessoa que roubou o computador queria roubar o texto…

– O ladrão vai ler o texto – completou Bruno, finalmente entendendo o que Lucila queria dizer. “Mesmo que eu tenha mudado os nomes, se foi o Juca ou algum comparsa dele quem roubou o computador pra evitar que a história fosse lida por alguém, de cara vão saber do que se trata.”

Bruno era um contentamento só. Finalmente, a procura ia começar de verdade. Sentia-se como o Noronha, do texto do Fernando Pessoa citado pelo professor Joaquim: “Mas, seja como for, fez aquilo só porque ninguém o tinha feito. Tanto basta para justificar uma vida. Não foi igual aos outros, não seguiu o caminho trilhado; talhou o seu caminho, com uma alma própria e sua, entre os altos rochedos das cordilheiras altíssimas…”.

“Aqui esteve o Bruno”, gritou, dando um susto na Lucila e no Rogério, que estavam postando um texto sobre o grêmio da escola. Claro que eles não entenderam nada. Mas o ladrão que se cuidasse… o Noronha (quer dizer, o Bruno) pusera o pé no começo da encosta das Allegheny.

* * *

Alexandre, pai de Rogério, só ouvia MPB. E MPB tornou-se a trilha sonora para os dias de investigação daqueles adolescentes, que vinham passando muito tempo dentro do quarto, em frente ao computador. Uma das músicas, sobretudo, havia chamado a atenção dos três: era Elegia, cantada por Caetano Veloso. As coincidências estavam acontecendo a todo o tempo, e tanto elas quanto a música, que Alexandre sempre colocava para tocar de novo, invadiam o cérebro – e os hormônios – dos garotos, sem que eles se dessem conta. E Alexandre acompanhava, cantando da sala:

“Deixa que minha mão errante adentre
Em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la”

A música apontava dois alvos: o das novas descobertas entre Bruno e Lucila, que parecia muito mais bonita e vaidosa atualmente, e o post. No fim das contas, o ponto era o mesmo, em longo prazo se estendia o caminho das descobertas, os lugares pelos quais passariam até chegar à vida adulta, e numa projeção de curta distância estava o desvendar de quem havia roubado o computador de Bruno. Os links aconteciam sem que os três percebessem…

No quarto de Rogério, enquanto olhava encantado Lucila mexer no blog, já com maestria que antes nem ela desconfiava de que seria capaz, Bruno lembrou-se do dia em que resolveu procurar Juca e só encontrou um rapaz no depósito. Pediu a Lucila que procurasse por Humaitá, no Nordeste, e da busca resultou que Humaitá fica no Amazonas, a mais de 500 quilômetros de Manaus. De duas uma: ou a informação era só um erro, ou tinha sido repassada distorcida de propósito. Bruno apostava na mentira. Rogério, que ouviu a história, entrou imediatamente no site da Rodoviária de São Paulo para checar a existência de linhas de ônibus para aquele lugar. Enquanto procurava, Jean ligou para o celular do Bruno:

– Olá, garoto. Tenho novidades.

Jean contou que, de fato, a blusa e o casaco que sumiram do varal tinham sido roubados. Foram encontrados numa lata de lixo por um mendigo que dormia na rodoviária. Junto com elas entregou um pequeno mouse com o fio arrebentado. O detetive perguntou a Bruno qual era a cor de seu mouse.

– Era verde, o computador também, acho que uma edição especial. A marca começava com A… O Rogério tá confirmando aqui, disse que era um Asus.

– Pois é, o mouse arrebentado que eu tenho aqui é verde. E está escrito Asus nele.

Pelas circunstâncias, o detetive concluiu que o roubo foi obra de um amador, que provavelmente usou as roupas para esconder o laptop. Não era nenhum plano muito bem arquitetado. Bruno juntou as peças e voltou a desconfiar do amigo vigia:

– Jean, eu ainda não te contei, mas passei no depósito para procurar o Juca. Um cara me atendeu e disse que ele tinha ido pra Humaitá, no Nordeste. Só que Humaitá fica no Amazonas e…

Rogério interrompeu para dizer que não havia linha de ônibus de Osasco até Manaus, muito menos para Humaitá. Bruno repassou o que ouviu para Jean.

– Então, Bruno, eu tenho um contato na Rodoviária de São Paulo que pode conferir as listas de passageiros. Vou tentar levantar as impressões digitais do mouse, telefonar pra ele e amanhã te dou notícias, ok? Um abraço.

E desligou sem ouvir Bruno se despedir.

Pronto, mais uma entrada aparecia naquele labirinto. Os três adolescentes se entreolharam, excitados, a ponto de explodir com tantas possibilidades. E se Juca tivesse seguido de Osasco para São Paulo e de lá para o Amazonas? Isso não provava a sua culpa, mas… E o mouse? Era demais. Rogério voltou-se para o computador, e quando ia começar a digitar uma pesquisa no Google, o Gmail, aberto em outra aba, mostrou uma nova mensagem:

– bruno vc tah aih?????

A mensagem era para Bruno e mostrava um remetente em branco. Já eram quase dez da noite, e ela havia acabado de chegar. Bruno assumiu o lugar de Rogério e começou a responder:

– Estou sim, mas quem é você?

Do outro lado veio a resposta:

– Uma pessoa q vc ñ conhece, kero t ajudar a achar seu computador.

Bruno ficou paralisado. Quando saiu correndo pra encontrar Lucila esquecera completamente de perguntar se havia sido ela quem tinha falado com ele no computador, e Rogério também não se lembrou de procurar quem foi o remetente do e-mail com endereço em branco. O adolescente mandou mais uma mensagem:

– Como você sabe que meu computador foi roubado? O que você sabe a respeito disso? Por favor, me diga quem foi que fez isso!

A resposta veio bem seca e certeira:

– 1 coisa de kd vez!! 1º, sei q vc tah na ksa do rogerio e se vcs tentarem me rastrear eu ñ respondo mais. 2º, as notícias voam na net, 3º, ñ sei tb kero descobrir.

Isso era demais. Bruno e Lucila ficaram paralisados: eles estavam sendo investigados. “Stalking”, Rogério disse tranqüilamente para os amigos, com cara de quem não se importava. Os dois perguntaram, atônitos, ao mesmo tempo, o que era stalking. E Rogério começou a explicar, com ares de quem gostava muito do assunto:

– É muito simples, gente. Esse é o termo que usamos para quando estamos pesquisando ininterruptamente sobre alguém ou alguma coisa na rede. Agora pensem bem, nós abrimos um blog e saímos como loucos pela internet buscando referências. O celular do Bruno não tem nenhum tipo de proteção, e pra piorar… deixamos coisas escritas no Orkut. No fim das contas, alguém interceptou nosso movimento, não sei se pra nosso azar ou pra nossa sorte.

– Sorte, Rogério? Estamos sendo monitorados e você chama isso de sorte??

– É, Lucila. Apesar de não ter se identificado, a pessoa parece querer ajudar. Se fosse pra alguma ação contrária nós não seríamos contatados, apenas sabotados, entende? Tá certo que essa pessoa já sabia desde o começo o endereço do e-mail do Bruno, mas depois disso, deixamos mais um monte de rastros. Não tem muito o que fazer agora, só podemos ignorar e apagar tudo ou… responder. Eu responderia. Fala aí com o cara, Bruno.

Bruno pensou por um momento qual seria a melhor forma de agir, por fim digitou:

– Como é que nós fazemos pra você me ajudar, então?

* * *

Só que a resposta não voltou. Às 10h23 eles desistiram de esperar, pois precisavam acordar cedo no dia seguinte, sábado, para ir à escola, haveria reunião do grêmio estudantil, depois aulas de reforço, e o Bruno estava precisando, aquela Matemática… Rogério disse que deixaria o Gmail aberto para o caso de algum e-mail chegar; se chegasse, levaria impresso para eles de manhã.

Os três se despediram e Bruno foi andando com Lucila para a casa dela. Enquanto andavam de mãos dadas, se olhando e sorrindo de maneira cúmplice, a menina começou a cantarolar a música de Caetano, meio que sem ter certeza da letra. Bruno prendeu sua atenção à namorada, que tinha uma voz muito melodiosa, e descobriu então que gostava de verdade de Lucila, a presença e o apoio dela faziam muito menos triste aquele momento. Quando chegaram à casa, os pais de Lucila não estavam lá.

Era comum eles irem na sexta-feira à noite para São Paulo, quase sempre ficavam lá, na casa da tia, não se importavam muito que Lucila ficasse sozinha.

Havia acontecido umas três semanas antes, durante uma tarde de sábado. Os dois estavam na casa de Lucila, assistindo ao filme Lolita, pois Bruno leu o livro homônimo de Nabokov e quis que a namorada conhecesse a história. O namoro, que caminhava de forma bastante inocente, foi invadido pela tensão sexual do filme e, quando se deram conta, os dois estavam sem roupa, ainda tomados pela timidez do ritual de passagem. Estavam se amando de forma desencontrada, e como é muito comum entre os adolescentes, sem proteção. Vestiram-se quando terminaram, poucos minutos depois, e voltaram a ver o filme da parte em que pararam.

Não tinham conversado sobre sexo desde então, na verdade, nunca tinham tocado no assunto, foi como se a natureza tivesse seguido seu curso e nada de anormal tivesse acontecido entre os dois. No entanto, naquele momento, em frente à casa de Lucila, os dois notaram que havia chegado a hora. O que aconteceu antes foi acaso, obra do desejo, mas agora era um amor puro, o primeiro amor da adolescência, que permanece na lembrança até o fim da vida. Bruno nunca se sentira tão determinado assim, sabia o passo que estava prestes a dar.

Os dois entraram na casa de Lucila, que estava vazia, sentaram-se no sofá, ambos tremendo de nervosismo, e ficaram alguns minutos em silêncio. Era a inexperiência pagando o preço que a curiosidade cobrava. Foi Lucila quem resolveu falar primeiro:

- Bruno… Eu queria dizer uma coisa… Lembra aquele sábado no sofá, quando a gente viu Lolita?

Ele respondeu, chamando a namorada pelo apelido:

- Lucy, eu não consigo me esquecer disso. Foi a melhor sensação da minha vida inteira, até agora.

- Eu queria que acontecesse de novo, mas queria mesmo que você passasse a noite aqui comigo. Nós nunca falamos sobre isso, acho que… Acho que está na hora.

Bruno não disse nada. Não sabia o que dizer, nem como concordar, embora sentisse o mesmo. Ela continuou por ele:

– Mas dessa vez vamos tomar cuidado, nos prevenir…

Estendeu ao namorado um preservativo. E dessa vez eles ficaram acordados até as quatro da manhã, se amando, conversando, rindo e explorando o corpo um do outro, até dormirem em exaustão. Quando acordaram no dia seguinte, foram à reunião do grêmio, mas pouco participaram, ainda embevecidos com a noite maravilhosa.

Rogério estava entretido com toda a história de stalking – e entregou para Bruno alguns papéis, que mostravam o e-mail e a cidade do remetente secreto. O adolescente hacker não pôde resistir, descumpriu as ordens e rastreou a mensagem. Descobriu que vinha de um computador em São Paulo, mais exatamente do campus de informática da universidade, e que o endereço eletrônico era john-constantine@gmail.com.

– Olha só, Bruno. John Constantine. JC. Juca Colosso. Será coincidência?

Bruno ficou muito nervoso ao saber da descoberta do amigo, mas se acalmou quando soube dos procedimentos adotados. Enquanto ele estava com Lucy, Rogério tinha falado com hackers americanos que conheceu no fórum fechado, e pediu a eles que fizessem o rastreamento. Era impossível que descobrissem, garantia Rogério.

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